Dra. Natalia
maio 28, 2025
Distúrbios da tireoide podem, sim, ter relação com o peso. Transtornos que envolvem essa glândula tendem a impactar significativamente o controle de peso, influenciando tanto o ganho quanto a perda de peso.
Entenda abaixo como isso acontece e de que forma é feito o manejo dessa questão em pessoas com condições como hipodireoidismo e hipertireoidismo.
A tireoide é uma glândula responsável por regular diversos aspectos do organismo. Isso acontece a partir da produção dos hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). Quando existe um desequilíbrio nessa produção, o metabolismo pode acelerar ou desacelerar – e é a partir disso que pode haver alterações de peso.
Mas, afinal, qual distúrbio engorda e qual emagrece? Há dois principais transtornos relacionados à produção de hormônios pela tireoide, o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. O que acontece em cada um com relação ao peso é:
Nesse caso, há produção insuficiente dos hormônios tireoidianos, desacelerando o metabolismo. Isso, por sua vez, reduz a taxa metabólica basal – ou seja, a quantidade de calorias que o corpo gasta naturalmente com as atividades diárias. Dependendo do estilo de vida do paciente, isso pode levar a ganho de peso mesmo sem aumento na ingestão calórica. Contudo, é importante lembrar que, em geral, o ganho de peso acontece principalmente devido a retenção de líquidos (inchaço).
Esse distúrbio é caracterizado pela produção excessiva de hormônios tireoidianos. Isso acelera o metabolismo, aumentando a taxa metabólica basal. Quando o corpo gasta mais calorias naturalmente – e dependendo dos hábitos do paciente, isso pode causar perda de peso mesmo com aumento de apetite.
A abordagem para controle de peso em pacientes com condições relacionadas à tireoide é complexa e deve ser personalizada. O endocrinologista, também conhecido como médico ou médica da tireoide, avalia os níveis hormonais do paciente e, a partir disso, inicia o tratamento do distúrbio em questão.
O tratamento de distúrbios da tireoide é feito primariamente com medicamentos. No caso do hipotireoidismo, é feita a reposição dos hormônios que não são produzidos adequadamente. Já no caso do hipertireoidismo, são usados medicamentos que inibem a produção extra, conhecidos como medicamentos antitireoidianos.
A dose é definida a partir de exames – e, no início do tratamento, pode ser necessário refazê-los algumas vezes até que seja possível ajustá-la. Após um período, os níveis de hormônio do paciente tendem a se estabilizar, e é nesse momento que as estratégias para perda ou ganho de peso entram. Entenda como funcionam essas estratégias para cada condição.
Nesses casos, o médico endocrinologista – ou seja, o médico que cuida da tireoide – pode recomendar uma série de medidas. Uma das primeiras costuma ser alterações no estilo de vida, com início ou aumento da prática regular de exercícios físicos. Isso acelera o metabolismo e melhora o gasto calórico, favorecendo o emagrecimento.
Além disso, o médico também pode recomendar um plano alimentar personalizado que se adeque às necessidades metabólicas do paciente. Isso também pode ser feito em parceria com um nutricionista.
Em alguns casos, se o paciente também conviver com obesidade, as estratégias podem incluir medicamentos. Alguns remédios podem auxiliar com o controle de condições como compulsão alimentar ou manejo do apetite. É preciso frisar que o uso de medicamentos assim é restrito a alguns casos e deve acontecer sob orientação e acompanhamento médico.
Além disso, o próprio uso de remédios para controle do hipotireoidismo pode favorecer uma perda de peso natural. Utilizá-los sem indicação, visando apenas emagrecimento, é contra indicado e pode ser prejudicial.
Em casos de hipertireoidismo, a normalização dos níveis hormonais do paciente costuma regularizar o peso. Se necessário, após a estabilização da condição, o médico endocrinologista pode recomendar estratégias como reeducação alimentar e uso de suplementos nutricionais
Se você busca um médico ou médica da tireoide para te ajudar nessa jornada, entre em contato e marque sua consulta! Aqui, realizamos o exame de bioimpedância, que avalia a composição corporal para além do peso, no consultório. Isso permite uma visão mais global do corpo, estratégias mais assertivas e acompanhamento da evolução mais detalhadamente.
Essa doença causa sintomas bem gerais e até inespecíficos que podem ser confundidos com sinais de outras condições de saúde. Os mais comuns, no entanto, incluem:
O diagnóstico de hipotireoidismo ocorre por meio de exames de sangue. Esses exames avaliam os níveis de TSH e T4 livre no organismo. Em casos nos quais há suspeita de doenças autoimunes relacionadas ao hipotireoidismo, médicos também podem pedir exames relacionados a anticorpos específicos.
O tratamento ideal é aquele que é personalizado para atender às necessidades específicas de cada paciente. Exames são necessários para definir a melhor dosagem inicial de hormônios na reposição – e ela deve ser ajustada conforme houver equilíbrio dos níveis hormonais do organismo.
O monitoramento dos sintomas e da doença em si também é essencial. Em alguns casos, o médico pode sugerir alterações na alimentação e na rotina ou o uso de determinados suplementos para melhorar a função tireoidiana e o bem-estar do paciente.