O carcinoma papilífero da tireoide é o tipo mais comum de câncer da glândula tireoide, responsável por cerca de 80% dos casos. Apesar do nome assustar, trata-se de uma doença com excelente prognóstico quando diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada.
O que é o carcinoma papilífero
Esse tipo de câncer se origina nas células foliculares da tireoide, responsáveis pela produção dos hormônios T3 e T4. Geralmente, ele cresce de forma lenta e apresenta comportamento pouco agressivo, com alta taxa de cura.
O diagnóstico do carcinoma papilar costuma ser feito durante exames de rotina, como ultrassonografia da tireoide (USG), que identifica nódulos suspeitos e orienta a realização da PAAF (punção aspirativa por agulha fina).
Fatores de risco
Embora possa ocorrer em qualquer idade, o carcinoma papilífero é mais comum em:
- Mulheres entre 30 e 50 anos
- Pessoas com histórico familiar de câncer de tireoide
- Pacientes expostos à radiação cervical
- Indivíduos com nódulos ou tireoidite prévia
Esses fatores não determinam o câncer, mas aumentam a necessidade de acompanhamento especializado.
Sinais de alerta
Muitos casos são assintomáticos, mas alguns sinais merecem atenção:
- Nódulo endurecido e fixo na região do pescoço
- Aumento de gânglios (ínguas) cervicais
- Rouquidão persistente
- Dificuldade para engolir
Identificar esses sinais precocemente faz a diferença no sucesso do tratamento.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito através de USG e PAAF, que analisam as características do nódulo. Confirmada a presença de carcinoma papilífero, o tratamento costuma envolver cirurgia (tireoidectomia parcial ou total) e, em alguns casos, iodo radioativo.
Após o procedimento, é necessário o uso de reposição hormonal e acompanhamento regular com endocrinologista especialista em tireoide para controle dos níveis de TSH e vigilância de possíveis recidivas.
Realizo durante as consultas o ultrassom de tireoide e, se necessário, a PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina), agilizando o diagnóstico e tratamento dos pacientes com suspeita de carcinoma papilífero.
Prognóstico e acompanhamento
O carcinoma papilífero tem excelente evolução quando tratado de forma adequada. Com seguimento regular e exames de controle, o paciente leva uma vida normal e saudável.
A avaliação individualizada com um endocrinologista garante tranquilidade em cada etapa do processo — desde o diagnóstico até o acompanhamento de longo prazo. Na consulta, realizo ultrassonografia de tireoide e PAAF no próprio consultório, o que traz mais conforto e agilidade no diagnóstico.
Se você está em Pinheiros (SP) ou Piracicaba, agende uma consulta e cuide da sua saúde com atenção especializada.
Perguntas frequentes (FAQ)
O carcinoma papilífero sempre precisa de cirurgia?
Em geral, sim. A retirada da tireoide é o tratamento padrão, pois garante a eliminação completa do tumor.
Contudo, para tumores menores de 1cm que apresentem condições ideais, pode ser optado por um tratamento chamado vigilância ativa.
O carcinoma papilífero de tireoide é um câncer agressivo?
Não. O carcinoma papilífero da tireoide é um dos tipos de câncer com melhor prognóstico, com taxas de cura acima de 95%.
Quem teve carcinoma papilífero precisa de acompanhamento pela vida toda?
Sim. O acompanhamento regular é essencial para ajustar a reposição hormonal e monitorar possíveis recidivas.



